quarta-feira, agosto 13, 2014

quero escrever o que porventura não consigo dizer

Pudesse eu ser um livro em branco, em que cada palavra caligrafada no seu interior tem um significado. Não um mero significado, mas uma intenção, um desejo profundo de revelação. Não sei o que procuro nem tão pouco do que me escondo. Não sei o que não sei, não me conheço e muito menos sei quem fui, sou e serei. 
Talvez não vivo, sobrevivo; vou vivendo sem me questionar. Perdi-me no caminho e no tempo, não sei por onde voltar.

terça-feira, agosto 12, 2014

E porque o tédio é o sangue que escorre das feridas do tempo...

quarta-feira, junho 25, 2014

Seria exigir demais da natureza querer que um beija-flor cantasse e que uma orquídea fosse perfumada? 




sábado, maio 10, 2014

Sento-me de pés para o ar,
a divagar. 
Imagino como seria navegar 
com o Capitão do barco quando parte em direção ao mar. 
Talvez procure um bom sítio para deixar de falar.

Caríssimo, Peter Paul Rubens

sábado, abril 26, 2014

Sabiam que um blogue produz, em média 3,6 kg de dióxido de carbono por ano? Fazem ideia quantos blogues activos existem actualmente? Não? Pessoalmente também não sei, nem desconfio, mas algo me diz que se trata de uma monstruosa galáxia virtual. 
Face a esta realidade, é importante que cada um de nós, blogueiro, assuma uma posição e contribua com o seu gesto verde. Tudo o que necessitam de fazer é entrar neste site e seguirem as etapas que são descritas, não custa nada. Se o ar é de todos como dizem, então todos devíamos de nos preocupar em o preservar! 

sexta-feira, abril 25, 2014

miscelâneas do quotidiano de uma bookworm pouco comum

Ora, algo me diz que não é necessário pensar muito para concluir que pessoas comuns utilizam, indubitavelmente, um marcador no seu livro em vez do seu próprio cartão de cidadão e porquê? Fácil. 
Primeiro, porque não se arriscariam a perder a sua identificação de cidadão. Segundo, porque serve como desculpa para comprarem toneladas de marcadores de todos os tamanhos, cores e feitios. Terceiro, porque são meros seres comuns. Mas bom, cada um sabe de si e Deus sabe de todos. Ou melhor, eu sei de mim.
Pessoalmente acredito que os nossos hábitos não são por acaso, e eu que o diga. Eis que não só utilizo o meu cartão de cidadão como marcador, como ainda descobri ocasionalmente, que este caducou há cerca de três meses. Como seria de esperar o meu pensamento foi imediatamente, bombardeado por inúmeros: "Oh meu Deus! Tenho de renovar isto..." ao que, ironicamente, a página marcada me respondeu "depois". 
Quer-me parecer que esta situação se vai arrastar por mais uns meses...


quinta-feira, abril 17, 2014

I'm gonna go hide in the woods until I teach the trees and plants to speak, or they teach me how to hear them.

video

terça-feira, abril 15, 2014

Os pombos da cidade vivem da caridade. Dizem a verdade a quem os trata com amizade mas, quando cansados de esperar, desatam a voar.


O Bonsai da vida. 

segunda-feira, abril 14, 2014

Supúnhamos que têm o vosso despertador programado com uma música que, raramente, é a que toca para vos despertar e que no vosso primeiro dia de férias decide dar sinais de vida. Ora, das duas uma a) agradecem aos old gods and the new b) saem da cama a dançar e fazem um batido.


p.s. how can you swallow so much sleep by bombay bicycle club

domingo, abril 13, 2014

Quando o mar engoliu o mundo, pensámos que tínhamos perdido a nossa casa para sempre… mas, isso não era verdade. Uma casa não são quatro paredes, um tecto e uma hipoteca de 30 anos.
 
Numa camada de nevoeiro e não numa parede revestida de branco.

sábado, abril 12, 2014

auge do meu dia

Acordar às cinco da manhã num sábado, ir para Lisboa. Ficar quatro horas numa fila, observar a forma como um indivíduo se baba e fala enquanto dorme profundamente. Perceber que o amigo do babão é, porventura, o sósia do James Franco e que te observa. Deduzes que acha que tens dezassete anos e portanto, encaras a situação como sendo algo positivo.
Acabar por virar Romana e com os pés literalmente, na poça.

Galerias Romanas da rua da Prata - Museu da Cidade, Lisboa. 
Como se morrer fosse desaguar,
derramar no céu
se purificar.
Deixar pra trás sais e minerais
EVAPORAR